Um dia, Salazar tinha agendada uma visita a uma escola primária. Antes da sua chegada, a professora, muito preocupada, instruiu todos os alunos para que não houvesse nenhum percalço. Assim, foi dizendo: «Meus meninos, se o professor Salazar vos perguntar qual a vossa religião, devem dizer que são católicos. Se vos perguntar qual o vosso partido, devem dizer que são salazaristas convictos». Chegada a hora da visita, Salazar vai passando por entre as carteiras dos alunos. Chega perto do menino Carlinhos e pergunta: «Meu menino, então qual é a tua religião?». O Carlinhos responde: «Sou católico». Sorridente, Salazar continua: «Muito bem! Então, e qual é o teu partido, meu filho?». O menino responde: «Sou salazarista convicto!». Satisfeito, Salazar chega ou pé do menino Zézinho e faz-lhe as mesmas perguntas. O Zézinho responde tal e qual como a professora tinha ensinado. Satisfeito, Salazar continua a visita e chega ao último aluno da sala, o menino Joãozinho. Pergunta-lhe: «Então e tu, meu menino. Qual a tua religião?». O Joãozinho, a fazer-se muito importante, responde: «Sou ateu!». Salazar arregala os olhos e pergunta: «Muito bem… és ateu. E porquê meu menino?». O Joãozinho diz: «O meu avô era ateu, o meu pai era ateu e, eu sou ateu!». Salazar continua: «E o teu partido, Joãozinho?». O menino não perde tempo e responde: «Sou comunista!». Boquiaberto, Salazar olha para a criança e pergunta: «E porquê, meu filho?». O Joãozinho responde: «Ora, o meu avô era comunista, o meu pai era comunista e, eu sou comunista!». Salazar, engasgado e perplexo, pergunta: «Muito bem, meu filho… e, se o teu avô fosse cabrão e o teu pai filho da mãe, o que é que tu serias?». Responde prontamente o Joãozinho: «SALAZARISTA CONVICTO!!!».
Salazar visita a escola do Joãozinho
